“QUEER: A TELA QUE HABITO”

O artista com uma de suas obras mais instigante, um tributo a socióloga e política Marielle Franco

Ontem fomos participar da abertura da exposição, “Queer – A tela que habito”, do artista plástico muriaeense, que atualmente reside em São João Del Rey, Fernando Campos Maia.

A mostra das obras, traz à tona o questionamento sobre o que poderia ser, de fato, considerado masculino ou feminino na sociedade construída sobre padrões heteronormativos. “Queer” em inglês, é uma expressão usada para todo ser humano, que tem um direcionamento sexual diferente do que costuma ser considerado “normal”.

Segundo o artista, a série de trabalhos que desenvolve sobre o tema não trata necessariamente sobre sexualidade, mas de gênero, pois afinal somos todos seres humanos, independente das diferenças de gays, heteros, bisexuais, trans, e tais.

As pinturas da exposição foram realizadas sobre tecido de algodão (lonas) que tem poros, como a pele do ser humano, dai a referencia ao titulo, pinçado do famoso filme de Almodovar “A pele que habito”, o qual ja assisti duas vezes.

Os tecidos, são apresentados esticados e pregadas na parede, como se faziam antes com as peles dos animais caçados. É impressionante a riqueza de detalhes que cada obra possui, sendo impossível de percebe-los através de fotos.

As obras, que ficarão na Galeria do Grande Hotel Muriaeh até o próximo dia 8 de março, precisam e merecem serem vistas de perto.


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