Apoteótica a Grande Ciranda

O show de encerramento do Projeto Ciranda Cultural, coordenado por Gilca Napier, Alessandra Sexto e Fernando Duarte, aconteceu na noite de sábado, dia 7, no coreto da nossa praça central, a João Pinheiro, foi um lindo espetáculo. 

Também fizeram parte do projeto, Adílio Silva  e Alex Petrilho, foi um grande espetáculo. O projeto, que teve o objetivo de formar, fomentar e promover a cultura entre os jovens estudantes do ensino médio, artistas, artesãos, agentes e produtores culturais, recebeu aprovação e apoio da Lei Estadual de Incentivo a Cultura de Minas Gerais e da ENERGISA

Três EE.’s, Dr. Gonçalves Couto, Dr. Olavo Toste   e EnOrlando Flôres, receberam em suas instalações, durante todo o ano, uma oficina cultural, abrangendo respectivamente: teatro, com o professor Municipa,  Elielson Rodrigues, música com o professor Municipal, Guilherme Silva e dança, com o bailarino e também professor de dança, da AVB, Diones de Castro. Através de um edital o projeto ainda premiou doze iniciativas, que criaram novos agentes culturais em nossa região.

 Então, o showa Grande Ciranda, apresentado pela conhecida locutora Cleria Lúcia, com roteiro artístico e cenário, dos diretores e produtores culturais, de Belo Horizonte, Kalluh Araújo e Luiz DiFillipo, iluminação e sonorização de Henrique de Paula, uniu várias culturas populares, do nosso rico Brasil, trazendo da interiorana Folia de Reis ao metropolitano, Hip Hop!

Viajamos por esse país através de suas, música, teatro e dança, com muitas luzes, cores e sempre o bater muito forte dos tambores. Antes da encenação, inspirada na Semana de Arte Moderna, acontecida em Sao Paulo, num abril do  ano 1922, se apresentaram, sendo recebidas com fogos de rojão, a Banda Marcial Bernadete Carneiro e quatro Folias de Reis: Jornada de Reis, Anjo Seraphin, Folia de Reis Estrela de Davi e Folia de Reis Anjo Gabriel

A idéia dos produtores artísticos era, que tanto a banda, quanto as folias, brotassem de um ponto ao derredor da Praça João Pinheiro, e os músicos e dançarinos, viriam das ruas, Silveira Brum, Barão do Monte Alto, Amador Pinheiro de Barros, Presidente Arthur Bernades e da Paschoal Bernardino, pata se encontrarem no Coreto e formarem a Grande Ciranda. 

Com as inesperadas chuvas de verão, o Aĺroteiro teve que ser modificado um pouco, nada que tirou o brilho do espetáculo. Principalmente a apresentação da musica Trenzinho Caipira, uma obra interncionalmente conhecida, do modernista Heitor Villas Lobos, cantada  voz de Kalluh Araújo. Em seguida a Banda da Escola de Música Municipal faz um som de fundo, para o ator Marcelo Guerra, declamar um texto, protestando da violência, principalmente sexual, sofrida pela mulheres. 

De repente a música Tropicalia, que acabou virando um movimento, é cantada e encenada pelos atores da Escola Municipal de Teatro Gregorio de Mattos Guerra e alunos da EE.Gonçalves Couto, no melhor estilo, Dzi Croquettes. Arrasaram ainda com Divino Maravilhoso, um desvende de Caetano Veloso. O som das escaletas da Banda Marcial, que tocaram mais Villa Lobos, desta vez com suas Bachianas, fazendo fundo para a atriz muriaeense declamar o Hino de Muriaé. 

Ainda ao som de Bachianaso bailarino Diones nos traz um solo, com lindo e leve coreografia, que ele dança com uma echarpe dupla, que num segunda é transformada em uma capa, que veste seu corpo e do alunos da EE. Orlando Flores, que  logo entram no ritmo trepidante da música Ginga

Agora chegou a vez dos MCs, qua juntos com a Vozes do Subsolo fazem um.protesto, lendo  textos falando da dura realidade de uma comunidade local, onde a violência impera. Em contraponto a MC Larisa aparece arrasando num look brilhante e mandando ver no embate com o MC WD, que terminam a apresentação junto com o grupo Alpha, dançando o hit, “Não Enche“, de Annita

Gradativamente o som dos atabaques vão aumentando , e tranzem para o centro do Coreto uma entidade, da religião africana, incorporada pelo brilhante bailarino, Walber Luiz, que também é professor na AVB, arrasa em sua coreografia. Começam a serem ouvidos o som da banda  da Escola Municipal de Música  e vozes de crianças cantado de Gilberto Gil, “Andar com fé“. Mais crianças, desta vez do Grupo Folclórico bdo Bairro Santa Terezinha, que começam a cantar “Minha Ciranda”

A banda toca Cirandeiro e  a menina, Ester Rodrigues dos Santos, aluna da Escola Municipal de Música Leonel Vargas, recita um pequeno texto que fecha o happening: “Essa Ciranda não é minha só! Ela é de todos nós! Ela é de todos nós! A melodia principal quem guia é a primeira voz, é a primeira voz!!”.

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