Se Você Tem Um Aquário É Bem Possível Que Seu Peixe Fale: “Uai”

Estrutura- Tanques de criação de peixes ornamentais, na cidade de São Francisco do Glória; atividade não exige grandes aéreas. – Fotos:Pedro Vilela/Agência 17/Divulgação

Em Muriaé e o outras seis cidades vizinhas da Zona da MataVieira, São Francisco do Glória, Barão do Monte Alto, Eugenópolis e Patrocínio do Muriaé, a maré está para peixe. É que a região responde por 70% da produção de peixes ornamentais de água doce no Brasil e essa atividade significa geração de renda para cerca de 300 famílias de produtores. O analista do Sebrae Minas responsável pelo projeto na microrregião de Muriaé, Galvão Emerick, estima que a atividade gere mais de R$ 10 milhões ao ano para a economia local. O veterinário, piscicultor e instrutor de piscicultura ornamental do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) Gabriel Miranda Batista afirma que o polo é o maior da América Latina. Há 17 anos na atividade, o produtor Antônio Elias Ribeiro de Oliveira, de Patrocínio de Muriaé, comercializa cerca de 7.000 unidades por mês. São 150 tanques de alvenaria com peixes beta, uma das espécies mais produzidas na região. “Uma das vantagens da atividade é que não é necessário grandes espaços para produzir”, diz. Em meio hectare, ele, seus dois irmãos e mais um funcionário administram a produção. Eduardo Onibene, de São Francisco do Glória, já é a segunda geração da família que atua no mercado. “Os peixes ornamentais fazem parte da minha vida”, diz. De acordo com ele, a Piscicultura Onibene comercializa de 80 mil a 100 mil peixes por mês. A maior parte, de 30% a 40%, tem como destino o Estado de São Paulo. O produtor e distribuidor Waldinei Chicareli de Andrade conta que não comercializa peixes muito caro, os mais vendidos por ele, custam, em média, de R$ 1 a R$ 30 para o consumidor final. Andrade distribui os peixes da região para oito Estados brasileiros, com destaque para São Paulo e Goiás. Ele produz de 15 a 20 variedades de peixes e distribui em torno de “A distribuição se manteve no mesmo patamar do ano passado, o que é bom, apesar da crise”, observa. Fonte Jornal O Tempo

 

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